quarta-feira, 29 de junho de 2011

E a saga continua...

No mesmo dia que decidi deixar de trabalhar na tal agência, fui a uma entrevista num Hotel na Baixa do Porto. Não é um hotel 5 estrelas, mas é um hotel muito bom e até conceituado. 
O director pedia, expressamente, uma pessoa licenciada e que soubesse falar mais do que duas línguas. Ou seja, eu não estava a responder aos anúncios do costume, onde se pede apenas habilitações ao nível do 12.º ano. Depois de quase uma hora de espera (o que se passa com estas pessoas?), o senhor lá chegou. Vinha com uma montanha de currículos e disse que gostou muito do meu e que, ao telefone, eu tinha uma voz muito agradável, factor extremamente importante no cargo de recepcionista. Entretanto, disse que trabalhava à moda antiga e que, se eu quisesse, o emprego era meu. "São 600 euros", disse ele. "Tem dúvidas?" Claro que tinha dúvidas; qual o horário, por exemplo. "Ah, isso é muito simples! 8 h/dia, 6 dias/semana, o horário é das 8h-16h, 14h-22h, 16h-00h. É rotativo, assim como a folga. Não pode ter folgas aos fins-de-semana nem aos feriados. Férias, só entre Novembro e Fevereiro e tem hora de entrar mas não tem hora de sair. Amanhã espero por sim às 9h." E foi embora. 
Uma coisa é eu responder a um anúncio que pede pessoas com o 12.º ano. Outra coisa, completamente diferente, é pedirem habilitações ao nível da licenciatura, mais o conhecimento de três idiomas, e quererem pagar isso. Além de, a meu ver, as condições serem claramente más! Sou demasiado exigente?
Com tudo isto, continuo à procura de emprego...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Prefiro não ter emprego que fazer aquilo

Quando me candidatei para a empresa onde fui trabalhar, candidatei-me para "Administrativa". Cheguei lá, puseram-me a fazer telemarketing, sem me explicarem bem porquê, mas prometeram-me grande evolução na carreira, etc etc. Fiquei lá uma semana, a convencer as pessoas que tinham ganho um fim-de-semana e que só tinham de ir lá levantar o prémio, sem perder tempo. Foi isso que me disseram. E era nisso que eu acreditava.
Não gostei de ter estado a trabalhar no feriado de 10 de Junho (nunca me disseram que tinha de trabalhar aos feriados, e não pagavam mais por isso) e no sábado, dia 11, a ligar para as pessoas, a partir de uma lista telefónica e dizer que tinham participado num sorteio pela altura do Natal e tinham ganho um fim-de-semana. Muitas vezes, as pessoas já tinham falecido, e não era bonito. Detestei aquilo, e vi logo que não ia ficar ali muito tempo
Prometeram-nos ainda, todos os dias, que "amanhã assinamos os contratos". Passou-se mais de uma semana, e nada. Resolvi, por isso, pesquisar um bocadinho sobre a empresa, na Internet. Foi aí que descobri que eles burlavam as pessoas e que nós as convencíamos a ir lá, para eles lhes impingirem um cartão de férias, com um crédito de 100€/mês durante 5 anos. E que não se importavam de fazer as coisas mais manhosas para que as pessoas assinassem os contratos, mesmo que depois não os pudessem pagar. Não se importavam de iludir um casal, onde um estava desempregado e o outro trabalhasse na construção civil, só queriam vender e faziam mil e uma coisa para depois não permitirem a rescisão do contrato. Descobri ainda várias queixas de funcionários, a dizer que lá tinham trabalhado dois meses, com promessas de contratos, e nem 1 cêntimo tinham recebido.
Ontem fui trabalhar e não fiz nada nas cinco horas que lá estive. Marcava 8 dígitos em vez de 9, para fingir que estavam todos ocupados ou não estavam atribuídos.Cheguei a casa, conversei com os meus pais e expliquei-lhes a situação; que prefiro ir trabalhar para uma caixa de um supermercado do que estar ali a enganar pessoas. Eles disseram que não sabiam como eu, sabendo tudo isto, ainda fui trabalhar mais um dia. Pode ser o trabalho ideal para muitas pessoas (há pessoas que trabalham lá há mais de cinco anos). Mas para mim não. Por enquanto, ainda tenho a liberdade de escolha, ainda posso dizer "Não" a aldrabices para ganhar dinheiro.

Por isso, ainda ontem, recomecei a procura de emprego. E já tenho mais uma historia "hilariante" para contar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gosto pouco que me enganem

Concorri a uma vaga para um emprego e, vai-se a ver, e põe-me a fazer uma coisa completamente diferente. Eu bem que estranhei não me terem pedido, sequer, o currículo. E isto de estar cinco horas ao telefone a oferecer coisas às pessoas não condiz muito comigo.

sábado, 4 de junho de 2011

Como a Eslovénia foi uma agradável surpresa

Quando decidi fazer Erasmus, a ideia era ir para Itália com a A. e com a M. Mais tarde, viemos a saber que existiam apenas duas vagas para Ravenna, e a M. acabou por ir para a Eslovénia. Em Maio, depois dos nossos exames, fomos visitá-la. Depois de oito horas muito conturbadas de comboio, lá chegamos a Ljubjana. Fomos sem muitas expectativas, mas acabou por ser uma semana óptima, onde conhecemos muita gente e visitámos a capital e uma das cidades mais importante. Comparativamente a Itália, a Eslovénia é um país muito mais pequeno e simples, e com pessoas completamente diferente. Mas gostámos muito. Estivemos em Ljubjana e em Bled, um paraíso natural, que me fez lembrar Lago de Como, em Milão.

Ljubjana









Em Ljubjana visitámos o Metelkova, um sítio de culto para muitos que visitam o país. Era um edifício destinado aos militares durante a Guerra na Jugoslávia, que depois foi ocupado por artistas.



Bled














sexta-feira, 3 de junho de 2011

Assim, sim

Hoje de manhã, fui a uma entrevista. Um emprego numa área mais parecida com o meu curso do que a anterior entrevista a que fui. Disseram-me que, até às 19h, me ligavam, quer para dizer que fui seleccionada, quer para dizer o contrário.
Eram 18h45 e todas as minhas esperanças já tinham desaparecido. Já não era a primeira vez que diziam "nós depois ligamos", e nada. Mas ligaram. E adivinhem? Fiquei com o emprego :D

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ainda os Censos 2011



O que eu gostava de ver na minha conta o dinheirinho dos Censos. Já passou tantooo tempo, era bem bom que o dinheiro chegasse.

Ontem fui a uma entrevista de emprego

Para uma área que nada tem que ver com o meu curso. Mas como não perco nada em tentar, lá fui. Estive 45 minutos à espera para entrar. Acho isso uma tremenda falta de respeito, mas pronto. 
O melhor mesmo foi ter percebido que o tipo nem tinha lido o meu currículo. A meio da conversa, eu disse que tinha estado num workshop recentemente (que consta no meu currículo) e ele ficou muito impressionado, pela positiva. Percebi, claramente,que ele nem o currículo leu. Sem contar que, no início, me perguntou o nome e o número de telefone.