domingo, 30 de janeiro de 2011

Gosto de domingos assim

Acordar cedo (apesar de me ter deitado tardíssimo), tomar o pequeno-almoço com os meus pais, ir dar uma longa caminhada, almoçar em condições e depois passar a tarde em frente à lareira a ver filmes e comer porcarias :)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Recém-Licenciada à procura do primeiro emprego#1

Quando, em Julho, terminei a licenciatura, nunca pensei vir a encontrar-me na situação que me encontro. Achei que, a esta altura, estaria a concluir o primeiro semestre do Mestrado, iria andar com os nervos me franja e sem tempo para nada. Mas não. O que não me falta é tempo, e tenho-me dedicado a responder a anúncios de emprego e, consequentemente, ir a entrevistas.

A minha intenção, depois de ter percebido que não ia entrar em nenhum Mestrado, era fazer um estágio profissional. Por isso, enviei candidaturas espontâneas para muitas instituições culturais. As que me responderam, disseram-me o habitual de momento não precisamos, mas o seu currículo vai ficar na nossa base de dados. Uma instituição cultural bastante conceituada do Porto telefonou-me para uma entrevista. Fiquei muito contente, afinal ainda teria a oportunidade de conseguir um estágio. Lá fui eu, super-nervosa, à minha primeira entrevista para a minha área. Fui avisada de antemão que aquela era uma instituição muito rígida no que toca à apresentação. Ok, já sabemos que quando vamos a uma entrevista não podemos ir mal-vestidos, mas aquela era muito muito exigente. Lá fui ao armário da minha mãe buscar umas calças clássicas, camisinha e casaco de malha e lá vou eu. Quando lá cheguei, achei aquilo muito chique. Uma espécie de mordomo veio abrir-me a porta e encaminhou-me para uma sala, para esperar pela senhora que me ia entrevistar. Quando a tal senhora chegou, fez-me um exame completo, olhou para mim de cima a baixo e mandou-me sentar. Pensava eu que ela iria querer que lhe falasse do meu percurso académico, que lhe explicasse algumas questões do meu currículo. Mas não; só me perguntou a média de final de curso, onde tinha feito o ensino secundário e se o colégio que frequentei era laico ou religioso e misto ou só de raparigas. Todo o resto da entrevista, só me fez perguntas de carácter pessoal. Depois, em conversa com uma amiga mais habituada a estas andanças das entrevistas, ela disse-me que eu podia ter-me recusado a responder a estas questões, mas eu que não sou nada experiente, lá fui respondendo. Para terem uma noção, a senhora fez questões como:

- Os seus pais fazem o quê?

- Tem namorado? O que é que ele faz?

- Já namora há muito tempo?
- A bolsa de estudo por mérito que lhe foi atribuído pelo IPP foi monetária ou de outro género? (queria que lhe dissesse o valor ahah)

- É filha única?

- Os seus pais são do Porto?

- Vive com os pais?
- Que idade tem ao certo? ah, tinha idade para ser minha filha!
- Quando esteve em Itália descurou os estudos por ter viajado tanto?

- Já namorava quando foi em Erasmus?
- (...)

A senhora assustou-me, a sério. Só faltou perguntar-me orientação política. Estas são só alguns exemplos de questões, porque entretanto esqueci-me de muitas coisas.

A meio da conversa, ficou admirada por eu falar inglês, italiano e espanhol, mas com muita pena por não falar francês. Quando lhe perguntei se a instituição trabalhava com parceiros franceses, ela disse que não, mas que francês é muito bonito e todos devíamos saber falar.

Depois, disse que ia ver se me podia mostrar o Museu. Para continuar a esperar naquela sala. De repente, surge outro senhor, mais velho, que reconheci como sendo o Presidente da Fundação. Voltei a ser entrevistada por ele. A primeira coisa que me disse foi que não gostava do meu brinco (tenho um brinco a meio da orelha esquerda que me esqueci completamente de retirar) e que ali era tudo muito restrito. Calças de ganga? Nem pensar! Fez-me mais perguntas de carácter pessoal e académico, mandou-me escrever o meu nome num papel para avaliar a minha caligrafia e perguntou a quem podia pedir referências minhas.  Ainda me disse que ali teria de fazer tudo, desde fechar envelopes a receber convidados.

Depois de uma longa hora de entrevista, fiquei com a impressão que até tinham gostado de mim. Finalmente, chegou a senhora que me tinha entrevistado primeiro e disse-me que não estavam a precisar de ninguém de momento, que só me chamaram para a entrevista porque recebiam muitos currículos e tinham pena dos jovens que não tinham oportunidades. Deu-me uma vontade de os mandar àquele sítio... No final ainda me disseram que me ligariam para ir visitar o Museu (que na altura já estava fechado), mas isso já foi há mais de um mês e meio e ainda não recebi chamada nenhuma.

Ontem















Fez um ano que a maior aventura da minha vida começou. Passou a voar. E ontem foi dia de rever fotografias, apontamentos e emails trocados com os meus amigos nessa altura. Que saudades...

(E ontem, as meninas que acompanhei em Dezembro a Ravenna começaram a aventura delas, exactamente um ano depois de eu e a A. termos começado a nossa.)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dos casamentos, divórcios e relações

Ontem, os meus pais fizeram 26 anos de casados. Se acrescentar os 3 de namoro, a relação deles conta com quase 30 anos. Os meus pais sempre se deram bem. Fomos sempre uma família super unida e, sinceramente, não conheço ninguém que tenha um núcleo familiar como o meu. Eu sou filha única, o que me aproxima (ainda) mais dos meus pais. Tenho as minhas discussões com eles (quem não as tem?), mas sempre fui habituada a falar de tudo com eles. Nunca tive muitas dúvidas relativas seja ao que for, porque sempre tive à-vontade para falar com eles. Para perceberam, até alguns dos meus amigos costumam conversar com os meus pais. O meu namorado fala mais com os meus pais do que com os deles. E sempre se deram bem. Nunca me lembro de ter de me refugiar no quarto para evitar ouvir as discussões e nunca temi, por um segundo, que o casamento deles iria terminar. São companheiros de uma vida e nutrem um respeito enorme um pelo outro, que é onde, penso eu, está o segredo da boa relação que construíram. Por isso, para mim é fácil imaginar-me casada com a mesma pessoa durante muitos e muitos anos. Porque este é o exemplo que tenho, é o exemplo que quero seguir.

Ontem, em conversa com duas amigas, comentávamos o choque que foi, há cerca de dois anos, descobrir que os pais de um amigo nosso se tinham divorciado. Eram casados há mais de 20 anos, com três filhos e uma vida completamente normal, e divorciaram-se. Já os conhecia há muitos anos, porque esse meu amigo andou comigo desde a escola primária, por isso é um casal com o qual convivia bastante e conhecia minimamente. Para mim, foi um verdadeiro choque, porque aquele casal fazia lembrar-me os meus pais. 

Para uma das minhas amigas, não foi choque nenhum. Para ela, estranho é um casal estar junto por tantos anos. Ela não acredita no casamento, nem sequer em relações muito duradouras. Ela não percebe muito bem como estou com o meu namorado há tanto tempo. Penso que isto se explica muito facilmente; os pais dela tiveram um casamento muito conturbado. A violência doméstica era uma realidade, e quando ela tinha sete anos, os pais separaram-se, finalmente. Para ela, é normalíssimo um casal divorciar-se, o estranho é o contrário.

Penso que o exemplo que temos em casa é imperativo para todas as relações que temos na vida. Sejam elas de amizade ou amorosas, a verdade é que raras são as pessoas, filhas de pais divorciados, que acreditam no casamento para a vida. Pelo menos, as pessoas que conheço.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tenho mesmo de arranjar uma ocupação,

porque ultimamente, as minhas conversas ao jantar com os meus pais começam sempre com Hoje no "Companhia das Manhãs", ou  O Goucha disse que..., ou Na Praça de Alegria falaram sobre assuntos muito importantes hoje.

Isto tem de mudar, e rápido.


(E agora estou a ver a Oprah).

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu só vi duas ou três galas,

mas acho que o rapaz mais novo, o Diogo, merecia ter ganho a Operação Triunfo, e não o Jorge. Ah, e na final, com o Diogo, devia ter estado a Lia. Mas isso sou eu que digo, que não percebo nada disto.

(Não consigo encontrar os vídeos da final de ontem, vê-se bem a diferença de atenção que se dá a este programa comparativamente com o Ídolos)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Acabei ontem de o ler


E gostei muito. Há já algum tempo que queria ler um livro do José Luís Peixoto, porque há uns dois anos fui assistir a uma palestra e gostei muito. Entretanto fui comprando outros livros e deixei um livro deste autor para depois. Mas este ano o namorado foi atento e ofereceu-me o novíssimo Livro no Natal. Na altura, estava a ler o Uma Villa em Itália e só comecei este há cerca de uma semana. Li-o todo num instante e adorei. Adorei a escrita, a história, tudo. Agora vou tentar comprar os restantes livros deste autor português. Recomendo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Itália é linda #6 - Firenze

Na altura em que estava em Itália, costumava mostrar-vos as imagens das cidades que visitava, mas como o meu portátil entretanto adoeceu, deixei-me dessas coisas. Hoje apeteceu-me pôr aqui mais umas fotografias, desta vez de Florença. Num post que também se poderia chamar "Recordar é viver" ou qualquer coisa desse género.

Fui a Florença duas vezes. A primeira foi em Abril, e levámos a grega connosco. Foi uma viagem surreal, porque ela estava sempre cansada, só queria estar no hostel (às 15h queria voltar para o hostel), e eu e a A. tivemos de ter toda a paciência do mundo. Além disso, era complicado para mim e para a A. estarmos sempre a falar italiano, porque às vezes estávamos a falar de coisas que não tinham nada que ver com a conversa, e a grega achava que estávamos a falar dela. Enfim, o costume. Mas, mesmo assim, adorei a cidade, principalmente durante a noite.

Aqui ficam umas imagens :)















Saramago em italiano





Firenze
Piazza della Republica
Um cão num carrinho, demais!
Piazza della Signoria (Palazzo Vecchio)
Piazza della Signoria
Piazza della Signoria
Piazza della Signorina
Palazzo Vecchio
Palazzo Vecchio
É sempre bom encontrar um apontamento português...
Piazzale degli Uffizi
Firenze
Ruas de Firenze
Casamento (os noivos iam na carruagem anterior)
Firenze
Ponte Vecchio
Vista para Ponte Vecchio
Vista para Ponte Vecchio
Já têm kms...
Firenze
O moderno elevador do hostel
O hostel onde ficámos
Fila de espera na Galeria degli Uffizi (foram só 3 horas...)
Galeria degli Uffizi
Gelataria em Ponte Vecchio
Vista da Piazzale Michelangelo
Vista da Piazzale Michelangelo
Vista da Piazzale Michelangelo
Vista da Piazzale Michelangelo
Vista da Piazzale Michelangelo
Piazzale Michelangelo
Piazzale Michelangelo
Museu Nacional da Fotografia
Museu Nacional da Fotografia
Museu Nacional da Fotografia
Museu Nacional da Fotografia
Museu Nacional da Fotografia
Museu Nacional da Fotografia
Santa Maria Novella



Ponte Vecchio

Galeria degli Uffizi à noite


O nosso quarto



Piazzale Michelangelo


Não coloquei descrição muitas fotos porque são imensas, mas se tiverem curiosidade em saber algum local, é só perguntarem!:)